01. A construção de sentido do humor dessa tira decorre da:

a) revelação feita por um jovem advogado ao pai.

b) sensação de insucesso do filho face ao fato citado.

c) justificativa dada pelo pai, objetivando acalmar o filho.

d) concepção diferente sobre quem perde uma causa jurídica.

e) frieza quanto às perspectivas de quem confia na aptidão do outro.

02.

O duplo


Debaixo de minha mesa tem sempre um cão faminto - que me alimenta a tristeza.
Debaixo de minha cama tem sempre um fantasma vivo - que perturba quem me ama.
Debaixo de minha pele alguém me olha esquisito - pensando que eu sou ele.
Debaixo de minha escrita há sangue em lugar de tinta - e alguém calado que grita.

SANT’ANNA, Affonso Romano de. O duplo.

Marque com V as afirmativas comprováveis no texto e com F, as demais.
( ) O poema trabalha a temática do desdobramento do eu.
( ) A sensação do sinistro está presente nas emoções vivenciadas pelo sujeito poético.
( ) A noção do duplo designa a representação do eu que, nesse caso, assume diferentes formas.
( ) O sujeito poético vive a experiência paradoxal de perceber os estados emocionais do duplo.
( ) O eu lírico demonstra compreensão de que a alteridade faz parte de seu processo identitário.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

a) V V F F V

b)V F V F V

c) F V F V F

d) F F V V F

e)V V V V V

03. A ideologia presente no discurso de Nelson Mandela, advogado, líder rebelde e ex-presidente da África do Sul, permite concluir que:

a) o destemor não agrega valor a nenhuma pessoa.

b) a sensação de medo já é um sinalizador de covardia.

c) a superação do medo é o indicativo da coragem humana.

d) o temor evita confrontos desnecessários entre os indivíduos.

e) o ato de driblar o medo não passa da desfaçatez típica dos fracos.

04. A análise da pontuação usada no texto admite como correta a afirmativa que se faz em:

a) Os parênteses que isolam “que nem sempre é justa” (linha 6) podem ser substituídos por travessões ou por vírgulas sem comprometimento da estrutura frasal.

b) As aspas que destacam “adaptar a generosidade da lei à complexidade cambiante das circunstâncias e à irredutível singularidade das situações concretas” (linhas 6 e 7) foram usadas por uma razão diferente das que põem em evidência “derrubar os diques que impedem a corrente de se precipitar numa diversa direção” (linhas 22 e 23).

c) As vírgulas que separam “se não corresponder ao desejo de equidade entre os homens” (linha 11) são facultativas.

d) A interrogação que aparece depois de “raiz” (linha 29) expressa uma dúvida do autor, que não sabe como responder à pergunta que faz.

e) O ponto e vírgula existente depois de “direitos” (linha 30) admite a vírgula em seu lugar, sem prejuízo do contexto em que está inserido.

​​

05. Quanto aos recursos da língua usados no texto, é correto afirmar:

a) O verbo “corresponder” (linha 5) apresenta-se com a mesma regência que “adaptar” (linha 6).

b) A inexistência da vírgula depois de “Assim” (linha 9) não implicaria o deslocamento do pronome “se” para antes da forma verbal a que está posposto.

c) A palavra “desconsideração” (linha 16) foi formada pelo mesmo processo que “desaprendeu” (linha 31), mas o prefixo “des” - expressa ideias diferentes nas duas palavras.

d) A forma verbal “Considera” (linha 15) está no singular, concordando com o mesmo sujeito que “disponha” (linha 16).

e) Os termos “mecanismos” (linha 31) e “instrumentos” (linha 32) foram usados em sentido conotativo, sugerindo ambos a ideia de armadilha.

06. Em relação aos termos que garantem a progressão semântica do texto, identifique com V ou com F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas.
( ) O pronome “Ela” (linha 3) resgata o termo “igualdade” (linha 1), estabelecendo um contraponto com a desigualdade existente no mundo.
( ) A marca linguística “lhe” (linha 22) retoma a expressão “Cada conquista” (linha 20), ao afirmar que os benefícios são de todos e que é preciso lutar contra tudo que ponha resistência a isso.
( ) O vocábulo “se”, em “se for fortalecida” (linha 24), introduz, no contexto, uma dúvida de Rudolf Von Ihering quanto ao fortalecimento da sociedade, no caso da comparação que faz do direito com uma árvore.
( ) O demonstrativo “Aqueles” (linha 25) estabelece uma relação de sentido com o termo “os diques” (linha 22), metáfora de “minorias” (linha 22), numa alusão crítica à ideologia dominante.
( ) A palavra “que” (linha 35) mantém a sequência temática por meio de uma ideia de restrição ao termo “inspiração” (linha 34), ironizando o comportamento dos neoliberais.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

a) V V F F V

b) V F V F V

c) F V F V F

d) F F V V F

e) V V V V V

07. A tese defendida pela voz autoral segue a seguinte linha de abordagem:

a) Apresenta, de imediato, a proposição de que juridicamente o homem tem direitos que não se confirmam pela interferência de circunstâncias sociais diversas, que escapam à força da própria Justiça.

b) Conceitua justiça e, apoiando-se no discurso de outros enunciadores, mostra a necessidade da ação para que se consolide o direito ou sejam quebradas as barreiras que impedem a conquista dos benefícios facultados.

c) Compara a ideologia da minoria brasileira com a da maioria, concluindo que o comportamento político daquela conseguiu arrefecer a “dor do direito violado” desta, impedindo a atuação da Justiça, caso seja requisitada.

d) Afirma, inicialmente, a garantia por lei da igualdade entre os homens para, em seguida, desconstruir essa ideia, mostrando que a Justiça é movida pela minoria que detém o poder e não pela força da luta humana.

e) Cita outros discursos que tratam de assuntos relacionados com o tema desenvolvido no corpo do texto, mas que não servem como suporte de defesa para a essência da mensagem que deseja passar.

08. Do ponto de vista temático, o texto põe em destaque a ideia de que

a) a necessidade de confrontos sociais no combate às desigualdades gera mais violência do que propriamente conquistas para todos os que reivindicam seus direitos.

b) o direito estatal não pode ter a pretensão exclusiva de regular a vida social, pois sua eficácia dependeria do consenso da sociedade em toda a sua abrangência, o que é inviável.

c) todo povo precisa ser construtor de sua própria história, como vem acontecendo com o brasileiro que, apesar de subalternizado, reage prontamente a qualquer tipo de injustiça.

d) a justiça que pleiteia a equidade entre os homens emana da pessoa justa ou da sociedade que a tem como valor e extrapola a justiça legal, resultando do combate em prol da concretização do desejo de igualdade.

e) a luta coletiva tratada, no Brasil, como “caso de polícia”, por se constituir, .na ótica da camada dominante, uma subversão da ordem, tem sido sufocada em seu nascedouro, sem conseguir alcançar os objetivos pretendidos.