01. Conforme a leitura integral da crônica de Rubem Braga, seu ideal seria escrever uma história que:

a) conduzisse o leitor a uma reflexão crítica sobre a situação política do país.

b) desvelasse a incapacidade humana de lidar com questões mais subjetivas.

c) evidenciasse em sua estrutura o próprio processo de produção que a originou.

d) oferecesse alento àqueles que vivenciam experiências desagradáveis.

e) inflamasse no leitor o desejo de romper com discursos prontos sobre a vida.

 

02. O que o autor enuncia no primeiro período do primeiro parágrafo acerca da história que idealiza escrever se articula numa relação semântica de:

a) causa e efeito

b) dedução e indução

c) suposição e explicação

d) adição e alternância

e) exposição e proporcionalidade

3) O tom hipotético presente no texto se intensifica por meio do uso de:

a) ponto e vírgula no quarto parágrafo

b) partículas expletivas iniciando o segundo e o terceiro parágrafos

c) verbos no futuro do pretérito e no imperfeito do subjuntivo

d) 1ª pessoa do singular

e) linguagem coloquial

4) Em “Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta” (L. 1-3), os pronomes demonstrativos assinalados:

a) marcam uma crítica implícita do autor.

b) transpõem a narração a um passado recente.

c) implicam ressignificação dos termos “moça” e “casa”.

d) aproximam o leitor dos elementos da narrativa.

e) apontam para a origem do processo narrativo.

5) Definido como uma crônica reflexiva, o texto apresenta diversas sequências tipológicas, dentre elas a descrição e a narração.

Apresentam-se como traços linguísticos dessas tipologias, respectivamente:

a) advérbios de lugar e predicativo do sujeito

b) adjetivos e verbos de ação

c) marcadores temporais e adjetivos

d) verbos no passado e substantivos concretos

e) conjunções adverbiais e discurso direto

6) Ao estabelecer uma comparação entre sua possível história e um raio de sol (L. 10), o autor busca caracterizar sua escrita como:

a) engajada

b) inconstante

c) desnecessária

d) insólita

e) vívida

7) No período “Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente.” (L. 9-12), a interjeição em destaque apresenta o efeito expressivo de:

a) retificação

b) espanto

c) realce

d) adversidade 

e) descontinuidade

8) No trecho “E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo” (L. 61-63), os dois-pontos cumprem o papel de introduzir uma:

a) explicação

b) restrição

c) concessão

d) enumeração

e) exclusão

9) A oração destacada em “e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro” (L. 22-25) poderia ser reescrita, sem prejuízo à norma-padrão e à semântica do período, como:

a) para que ouvisse aquele riso do outro.

b) porém ouça aquele riso do outro.

c) de modo a ouvir aquele riso do outro.

d) quando ouvisse aquele riso do outro.

e) conquanto ouvisse aquele riso do outro.

10) Considerando-se a força simbólica do termo destacado em “quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.” (L. 63-66), seria possível, respeitando sua função semântica no contexto, substituí-lo por:

a) ultrapassada

b) confusa

c) velha

d) turva

e) triste