Complemento Nominal: completa um nome – substantivo (ABSTRATO), adjetivo, advérbio – sempre PREPOSICIONADO.

 

Pertence à matéria: ANÁLISE SINTÁTICA (precisamos identificar O VERBO DO PERÍODO).

É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo.

Assim, pode referir-se a substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição.

Confira a seguir alguns exemplos:

Cecília tem orgulho da filha.

Sujeito simples: Cecília

Predicado: tem orgulho da filha.

TER: verbo transitivo direto

Objeto Direto: orgulho

Orgulho de quem?

Resposta: da filha.

Complemento Nominal: da filha

Ricardo estava consciente de tudo.
Sujeito simples: Ricardo

Estava = verbo de ligação (ele liga o sujeito ao seu predicativo)

Predicativo é uma qualidade para alguém ou algo.

Ricardo estava consciente.

Consciente = predicativo do sujeito

Consciente de quê? De tudo

Complemento nominal: de tudo

A professora agiu favoravelmente aos alunos.
Sujeito simples: a professora

Verbo intransitivo: não apresenta objetos (complementos verbais)

Adjunto adverbial: favoravelmente

Favoravelmente a quem? Aos alunos.

Complemento nominal: aos alunos

Saiba que:

O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um nome. É regido pelas mesmas preposições do objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos, complementa nomes (substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em -mente.

 

- Completa o sentido de um nome

- Esse nome é um substantivo abstrato, um adjetivo ou um advérbio

- Ele expressa o resultado de uma ação – ele recebe a ação (é passivo)

- É considerado um termo integrante (ou seja, se retirado da oração, a mensagem perde o sentido)

- Será sempre preposicionado

 

Adjunto Adnominal: anda sempre junto de algum nome, não é exigido por esse nome.

 

É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo.

O adjunto adnominal possui função adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos.

 

Veja o exemplo a seguir:

O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância.

Sujeito simples: o poeta inovador

Núcleo sujeito: poeta

Transitividade verbal: quem envia, envia algo a alguém – verbo BITRANSITIVO

Enviou o quê? Dois longos trabalhos

Objeto direto: dois longos trabalhos

Núcleo do objeto direto: trabalhos

Enviou a quem? Ao seu amigo de infância

Objeto Indireto: Ao seu amigo de infância

Núcleo do objeto indireto: amigo

Adjunto adnominal está ao lado de nomes e não é exigido na análise sintática.

 

Poeta enviou trabalhos ao amigo.

A menina bonita chegou.

Adjunto adnominal: bonita (qualidade fixa)

 

A menina chegou bonita.

Predicativo do sujeito: bonita (qualidade momentânea)

 

Encontrei o lápis perdido.

Objeto direto: o lápis perdido.

Perdido é uma qualidade momentânea: predicativo do objeto

 

Na oração acima, os substantivos ‘poeta, trabalhos e amigo’ são núcleos, respectivamente, do sujeito determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses substantivos agrupam-se os adjuntos adnominais:

o artigo "o" e o adjetivo ‘inovador’ referem-se a ‘poeta’;

o numeral “dois” e o adjetivo “longos” referem-se ao substantivo “trabalhos”;

o artigo "o" (em ao), o pronome adjetivo “seu” e a locução adjetiva ‘de infância’ são adjuntos adnominais de amigo.

Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição.

 

Por Exemplo:

O notável poeta português deixou uma obra originalíssima.

Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos: Ele deixou uma obra originalíssima.

 

As palavras o, notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de adjuntos adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo pronome a.

 

Veja: O notável poeta português deixou-a.

 

Saiba que:

A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao objeto por intermédio de um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte dele.

Observe: Sua atitude deixou os amigos perplexos.

Nessa oração, ‘perplexos’ é predicativo do objeto direto (os amigos). Se substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos: Sua atitude deixou-os perplexos.

Note que ‘perplexos’ se refere ao objeto, mas não faz parte dele.

 

Distinção entre adjunto adnominal e complemento nominal

É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento nominal. Para evitar que isso ocorra, considere o seguinte:

a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os complementos nominais podem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim, fica claro que o termo ligado por preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser complemento nominal. Quando não houver preposição ligando os termos, será um adjunto adnominal.

 

b) O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a substantivos cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a ação. O adjunto adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos:

 

Complemento nominal: valor passivo, recebe a ação

Adjunto adnominal: valor ativo, pratica a ação

 

Exemplo1: Camila tem muito amor à mãe.

A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar, recebe a ação de amar.

 

 

Exemplo 2: Vera é um amor de mãe.

A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, pratica a ação de amar.

 

Coloque A para adjunto adnominal e C para complemento nominal.

a) Aquela cadeira de ferro é muito resistente.

b) Foi solicitada ao gerente a devolução do dinheiro.

c) Aquela imagem de cera é esquisita.

d) O caderno de anotações estava desorganizado.

e) A construção do metrô se prolonga há muitos anos.

f) As ruas do nosso bairro estão necessitando de reparos.

g) O juiz determinou a prisão do bandido.

h) A nadadora tinha certeza da vitória.

i) A atitude do rapaz foi notável.

j) O ataque do nosso time é uma piada.

k) O temor de Deus é necessário aos homens.

l) Ele estava desejoso de vingança.

m) A introdução desses costumes não nos agradava.
 

Leia o trecho a seguir.


O meu pai era paulista

Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antônio Brasileiro

“paulista”, “pernambucano”, “mineiro”, “baiano” e “soberano” são adjetivos, mas apenas um apresenta função sintática diferente da encontrada nos demais. Assinale-o.
a) Paulista.
b) Pernambucano.
c) Mineiro.
d) Baiano.
e) Soberano.

 

Há um termo que se repete cinco vezes no texto. Quanto à análise morfossintática, ele é:
a) Pronome indefinido e núcleo do sujeito.
b) Pronome possessivo e adjunto adnominal.
c) Pronome demonstrativo e complemento nominal.
d) Pronome relativo e objeto direto.
e) Pronome pessoal e predicativo do sujeito.

 

(FUVEST) Nos enunciados abaixo, há adjuntos adnominais e apenas um complemento nominal. Assinale a alternativa que contém complemento nominal:

a) faturamento das empresas

b) distribuição de poderes de renda

c) energia desta nação

d) história do mundo

e) ciclo de graves crises

 

A oração que apresenta complemento nominal é:

a) Os pobres necessitam de ajuda.

b) Sejamos úteis à sociedade.

c) Os homens aspiram à paz.

d) Os pedidos foram feitos por nós.

e) A leitura amplia nossos conhecimentos.