01. A mudança na regência verbal NÃO implica mudança de sentido em:

a) O nome do funcionário não constou do relatório de atividades.
    O nome do funcionário não constou no relatório de atividades.

b) Segundo o chefe do cerimonial, poucos convidados beberam o vinho.
    Segundo o chefe do cerimonial, poucos convidados beberam do vinho.

c) Conforme se comprovou posteriormente, os dois rapazes visavam os cheques. 

    Conforme se comprovou posteriormente, os dois rapazes visavam aos cheques.

d) Durante a mesa-redonda, falou com colegas do curso de Engenharia.
    Durante a mesa-redonda, falou a colegas do curso de Engenharia.

02. A concordância verbal está CORRETA em:

a) Durante a entressafra, dadas essas circunstâncias, poderão haver oscilações nos preços dos alimentos.

b) O consumo indiscriminado desse tipo de medicamentos podem levar a alterações de comportamento.

c) A publicação de rumores sobre o mau desempenho das empresas preocuparam os acionistas.

d) Alguns dos engenheiros do setor solicitaram à secretária que os inscrevesse no evento.

03. São títulos adequados para esse texto, exceto:

a) Copa do Mundo sem crise de energia

b) Energia garante aumento anual de 7% do PIB até 2014

c) Brasil cheio de energia na próxima década

d) Energia elétrica: abastecimento garantido

04.

I. A geração e o fornecimento de energia elétrica dependem do crescimento anual do PIB.

II. O texto tem como objetivo criticar o excesso de impostos incidentes sobre a conta de energia elétrica.

III. A energia termoelétrica tem um custo duas vezes superior ao da hidrelétrica. 

Dentre as afirmativas acima, são incorretas:

a) apenas I e II.

b) apenas II e III.

c) todas.

d) apenas I e III.

05. Tendo em conta o padrão culto escrito, assinale a alternativa correta.

a) Solicitamos-lhe que se observem rigorosamente os critérios para formatação dos textos a serem encaminhados a esta editora. 

b) Quanto à última proposta mencionada, a empresa já havia recusado-a em outra oportunidade.  

c) O autor alude a um tempo onde a energia elétrica era novidade e não havia entre os eletrodomésticos muito mais que um rádio. 

d) As reinvindicações dos grevistas, que mantiveram a paralização, foram encaminhadas ao Governador do Estado ainda ontem.

 

06. Tendo em conta o padrão culto escrito, assinale a alternativa incorreta:

a) Cerca de quinze dias após a realização dos exames, divulgaram-se a lista dos aprovados. 

b) Se se dispusessem a discutir esses tópicos do contrato, estaríamos a sua disposição durante toda a semana.

c) Todos os especialistas entendem que a medida põe em xeque o projeto de urbanização destinado àquele bairro. 

d) O jogador acredita que a negociação de seu passe se consume até o final do ano.

07. A flexão do verbo sublinhado está correta em:

a) Os preços se manteram nesse patamar durante todo o semestre.

b) Se os professores não reporem as aulas perdidas em decorrência da greve, serão penalizados.

c) Se a autoridade monetária não tivesse intervindo, a situação do câmbio estaria pior.

d) Os dois poderiam viajar somente se reavessem os documentos até o final da semana.

08. A concordância nominal está incorreta em:

a) A mídia julgou desnecessária a campanha e o envolvimento da empresa.

b) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa desnecessária.

c) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa e a campanha.

d) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa desnecessárias.

09.

I. A modelo ___ que se refere a reportagem foi fotografada __ distância, quando subia ___ bordo de seu jato particular.
II. Solicitamos ___ V. Sa. que comunique ____ suas equipes as alterações anteriormente indicadas.

Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas das duas frases acima.

a) à – à – à – à – à

b) a – à – a – à – às

c) a – a – à – a – à

d) a – a – a – a – a

LEITURA E APRENDIZADO.

Nilce Rezende Fernandes

1 Um expressivo número de adolescentes, incluindo os alunos de tradicionais colégios da rede particular, apresenta dificuldade de compreensão de texto, o que é detectado pelas respostas vagas, inconsistentes, sem coerência, coesão e com graves erros de ortografia. Esses fatos se devem, na maioria das vezes, à falta de hábito aliado ao prazer da leitura.

2 Há algumas décadas, a maioria dos jovens na faixa dos 14 aos 17 anos, devorava os clássicos da literatura brasileira e até estrangeira, mesmo antes da tão propagada globalização. Havia uma intimidade entre leitores e autores como Machado de Assis, Raquel de Queiroz, Érico Veríssimo, Rubem Braga, Carlos Drumonnd de Andrade, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino, Clarice Lispector e Guimarães Rosa, entre tantos outros. As obras eram motivo de discussão entre os amigos, que até simulavam um julgamento para condenar ou inocentar Capitu, personagem da obra-prima Dom Casmurro, de Machado de Assis.

3 Dostoiévski, George Orwell, Hemingway, Tolstoi, Proust, Gabriel Garcia Márquez, entre vários também faziam parte das leituras juvenis. Ler bastante era considerado tão natural quanto dominar a tecnologia nos dias atuais. Foi dessa forma que os adolescentes aprenderam a interpretar textos, argumentar, expressando-se com clareza e no português padrão exigido. O antigo Colégio Estadual Central, famoso pelo corpo docente, era o mais disputado para essa turma amante dos livros, que após o ensino médio, ingressava na UFMG com sucesso.

4 É lamentável que atualmente alunos do curso médio e superior escrevendo “xampu” com sh e “quis” com z, influenciados pelas palavras inglesas “shampoo” “quiz”, mesmo sendo o significado da segunda completamente diferente. O x dá lugar ao ch em “xícara”, “mexer” e “vexame”; o inverso ocorre em “chuchu”, “enchimento” e “pichação”. Devido à semelhança do som, o j de “gorjeta” é trocado pelo g, assim como o s por z em “paralisar”, “alisar” e “puser”.

5 A língua portuguesa é complexa e as regras com uma série de exceções não contemplam cada termo, por isso a leitura é uma importante ferramenta de aprendizagem. Seria injusto jogar a culpa no novo acordo ortográfico, uma vez que as palavras citadas não sofreram nenhuma alteração em função dele.

6 O Estado de Minas publicou (Opinião, 23/02/2012) o artigo “Quando a tecnologia provoca involução”, assinado por Carlos Eduardo Guilherme, afirmando que tamanhos avanços tecnológicos provocam o distanciamento dos jovens em vez de aproximá-los e proporcionam dificuldades de se relacionar em grupo. Fala que “o consumismo excessivo, o uso exagerado do computador, dos jogos eletrônicos, da TV e a superproteção dos pais têm criado situações de isolamento”. Em outro trecho diz que “nos colégios e clubes, mesmo após meses de convívio, eles têm dificuldade de se aproximar dos colegas. São, na grande maioria, garotos individualistas e egocêntricos, vivem em mundos separados da realidade”.

7 Infelizmente, a tecnologia e tudo mais apontado pelo professor podem também ser responsáveis pelos resultados caóticos na língua portuguesa por um grande número de alunos. Passando horas diante de uma tela nas redes sociais, cultivando amizades virtuais ou com jogos intermináveis, são incapazes de descobrir a viagem mágica no mergulho da boa leitura, assim como da convivência saudável pela prática de esporte.

8 Como formar cidadãos críticos, que cumpram seus deveres e lutem por seus direitos se o primeiro passo a ser dado para isso é compreender um texto? Somente há a possibilidade de tomar uma atitude contra ou a favor de determinado tema em pauta tendo acesso a informações precisas. A tecnologia deveria ser uma parceira em vez de contribuir para a alienação dos jovens. Como ensinar redação a estudantes sem argumentos para defender seu ponto de vista? É imprescindível enfatizar a necessidade da leitura para redigir com clareza, no português padrão, usando um vocabulário rico e adequado, de forma coerente, concisa e sem repetição de ideias.

9 O contato dos bebês com os livros emborrachados durante o banho, evoluindo para os contos de fadas contados pelos pais antes de os filhotes pegarem no sono e depois os propícios a cada faixa etária, contribui para que na adolescência já se tenha solidificado amor e intimidade com o romance, conto, crônica ou poema. Aí, certamente, haverá prazer de ler Machado de Assis, Ignácio de Loyola Brandão, Marina Colasanti, Adélia Prado, Nélida Piñon e muitos outros. Sem restrição alguma da substituição do livro impresso pela leitura digital. Afinal, por mais que os contumazes leitores valorizem o papel, na era da tecnologia é fundamental uma flexibilização para incentivar o ato de ler da garotada. Se, pelo contrário, optar-se por uma imposição, provavelmente, o tiro sairá pela culatra, e assim muitos jovens vão preferir ignorar a leitura.

(Jornal Estado de Minas, 13 de Março de 2012. Caderno Opinião. * Professora e escritora).

 

10. Releia o fragmento:

Somente há a possibilidade de tomar uma atitude contra ou a favor de determinado tema em pauta tendo acesso a informações precisas.

Entende-se por informações precisas aquelas que

a) não precisam de confirmações e análise da existência delas.

b) são divulgadas apenas para o entretenimento do leitor.

c) fazem parte do cotidiano e são consideradas de senso comum.

d) necessitam da fidelidade dos fatos e compreensão do contexto.

11. Em: “A língua portuguesa é complexa e as regras com uma série de exceções não contemplam cada termo, por isso a leitura é uma importante ferramenta de aprendizagem”.

A leitura, neste contexto, pode ser considerada

a) uma fonte de auxílio para compreensão dos aspectos gramaticais.

b) distante da realidade dos fatos descritos na gramática.

c) um quesito desarticulado dos termos formais sintáticos.

d) isenta dos contextos pelos quais a língua portuguesa é construída.

12. “É imprescindível enfatizar a necessidade da leitura para redigir com clareza, no português padrão, usando um vocabulário rico e adequado, de forma coerente, concisa e sem repetição de ideias”.

O antônimo para a palavra imprescindível, no contexto do fragmento, é:

a) Imperioso.

b) Urgente.

c) Dispensável.

d) Preciso.

13. “É imprescindível enfatizar a necessidade da leitura para redigir com clareza, no português padrão, usando um vocabulário rico e adequado, de forma coerente, concisa e sem repetição de ideias”.

O uso da conjunção “e” no período tem a finalidade de

a) apresentar ideias e contrariá-las a seguir.

b) explicar duas informações substantivadas.

c) retificar o uso das informações contextuais.

d) adicionar adjetivações ao termo anteriormente substantivado.

 

Fragmento II

Há algumas décadas, a maioria dos jovens na faixa dos 14 aos 17 anos, devorava os clássicos da literatura brasileira e até estrangeira, mesmo antes da tão propagada globalização. Havia uma intimidade entre leitores e autores como Machado de Assis, Raquel de Queiroz, Érico Veríssimo, Rubem Braga, Carlos Drumonnd de Andrade, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino, Clarice Lispector e Guimarães Rosa, entre tantos outros. As obras eram motivo de discussão entre os amigos, que até simulavam um julgamento para condenar ou inocentar Capitu, personagem da obra-prima Dom Casmurro, de Machado de Assis.

14. Conclui-se do fragmento II que:

a) os jovens se adaptam aos novos tempos e se tornam leitores assíduos de literaturas diversas.

b) a leitura literária deixou de ser uma atividade de referência e de prazer na formação dos jovens.

c) os jovens não se adaptam às leituras literárias, porque elas são rebuscadas e de difícil acesso.

d) autores como Machado de Assis e Clarice Lispector não estão acessíveis ao mundo dos jovens brasileiros.

15. “Dostoiévski, George Orwell, Hemingway, Tolstoi, Proust, Gabriel Garcia Márquez, entre vários também faziam parte das leituras juvenis. Ler bastante era considerado tão natural quanto dominar a tecnologia nos dias atuais. Foi dessa forma que os adolescentes aprenderam a interpretar textos, argumentar, expressando-se com clareza e no português padrão exigido.”

Infere-se do fragmento do texto que:

a) somente autores consagrados devem estar na lista dos jovens.

b) a formação do hábito de leitura deve estar atrelada aos clássicos.

c) a leitura se tornava referência para o bom desempenho da língua portuguesa.

d) a língua padrão somente é aprendida com rigor, por meio das leituras literárias.

16. É lamentável que atualmente alunos do curso médio e superior escrevendo “xampu” com sh e “quis” com z, influenciados pelas palavras inglesas “shampoo” “quiz”, mesmo sendo o significado da segunda completamente diferente.

Pode-se inferir que:

a) a língua não sofre interferências com a escrita de palavras diferentes.

b) em ambas as línguas: inglês e Português a escrita pode se renovar.

c) os estudantes dominam bem as duas línguas: inglês e Português.

d) a língua deve ser preservada, principalmente, na forma ortográfica.

17. Releia o fragmento do primeiro parágrafo do texto

“(...) apresenta dificuldade de compreensão de texto, o que é detectado pelas respostas vagas, inconsistentes, sem coerência, coesão e com graves erros de ortografia. Esses fatos se devem, na maioria das vezes, à falta de hábito aliado ao prazer da leitura”.

A ideia expressa pela palavra em destaque está CORRETAMENTE indicada, entre parênteses, na alternativa:

a) “(...) dificuldade de compreensão de texto, o que é detectado....” (encontrado).

b) “(...) pelas respostas vagas, inconsistentes...” (precisas).

c) “(...) sem coerência, coesão e com graves erros de ortografia”. (inarmônico).

d) “(...) à falta de hábito aliado ao prazer da leitura.” (desunido).

18. Fazendo um paralelo entre o título “Leitura e Aprendizado” e o fechamento do texto, “Afinal, por mais que os contumazes leitores valorizem o papel, na era da tecnologia é fundamental uma flexibilização para incentivar o ato de ler da garotada. Se, pelo contrário, optar-se por uma imposição, provavelmente, o tiro sairá pela culatra, e assim muitos jovens vão preferir ignorar a leitura”, pode-se afirmar que haverá aprendizado da leitura se houver:

a) ideias sempre apresentadas no papel, desprezando os aspectos inovadores do ato de ler.

b) oposição de defesas sobre o ambiente tecnológico.

c) desconstrução do verbo “ler” e reconstrução do verbo “aprender”.

d) convite à reconstrução de como ensinar o prazer da leitura, por meio das ferramentas adequadas.

19. Considerando-se a charge acima, o Estatuto do menor e do adolescente e outros conhecimentos sobre o assunto é CORRETO afirmar que:

a) segundo o chargista é irrelevante a alteração da maioridade penal, uma vez que os jovens dificilmente ultrapassam os 16 anos.

b) de acordo com a legislação vigente a maioridade penal é a partir dos 18 anos de idade.

c) os jovens que optam pelo voto facultativo aos 16 anos estão automaticamente emancipados, podendo ser criminalmente responsabilizados.

d) independentemente da escalada da violência, os diferentes setores sociais têm se colocado contrários à redução da maioridade penal.